sexta-feira, 25 de maio de 2012

Jonny Stica pede, na Justiça, suspensão de edital de concessão da Pedreira

 

O vereador Jonny Stica (PT) protocolou, hoje, uma ação popular que pede a suspensão do edital de licitação que terceiriza a administração da Pedreira Paulo Leminski, da Ópera de Arame e do Parque Náutico. A ação afirma que a publicidade dada pela Prefeitura ao processo foi insuficiente, alegando que o executivo municipal não respeitou as exigências para este tipo de concorrência.

"Sou favorável à Pedreira aberta e funcionando. Luto para isso há três anos. Se continuar pública melhor, dada a importância do espaço para a cultura e lazer de nossa cidade. Ainda assim, não sou contra uma concessão que viabilize as obras com qualidade, desde que preserve o interesse público e cultural", afirma Jonny Stica, que também é líder da campanha "A Pedreira é Nossa!". "O que não podemos permitir é uma licitação sem divulgação e que faça a cidade perder ao não ter ampla concorrência. A Pedreira será reaberta em breve, não tenho dúvida disso, mas o importante é que seja para ganho de todos", completa.

"O edital foi publicado no Diário Oficial do Município no dia 17 de abril. Mas ninguém ficou sabendo dele até a última terça-feira (22). A Prefeitura só veio a público falar sobre o processo depois que as pessoas começaram a se manifestar pela internet", diz Stica. "Um representante da prefeitura ainda tentou justificar, em entrevista a um jornal, que não deram atenção ao fato devido à concorrência do metrô".

Segundo a ação, por não ter havido a devida publicidade ao edital, feriu-se a Constituição Federal e o artigo 21 da Lei de Licitações (8.666/93), entre outros dispositivos legais. "Não se trata de um bem qualquer: estamos falando de dois dos patrimônios culturais mais importantes da cidade e de um edital de R$15 milhões. A licitação deveria ter sido amplamente divulgada e justificada", completa.

Faça o download dos documentos relacionados a concessão da Pedreira:

- Edital sobre a concessão

- Publicação no Diário Oficial em 17/04/2012

Segundo Jonny Stica, a Prefeitura também deveria ter feito audiências públicas para garantir a transparência do processo. "É preciso, antes de tudo, proteger o interesse cultural da cidade. Entre outras coisas, o edital não garante que a empresa ganhadora ceda datas para outras produtoras locais interessadas em promover eventos culturais em Curitiba. Isso é muito danoso para a cena local, que já sofre com o espaço fechado".

Outro questionamento é que o edital garante o direito ao ganhador estabelecer contratos de "naming rights", podendo agregar nomes de patrocinadores aos espaços licitados. "Não há garantias contratuais de que o nome da Pedreira Paulo Leminiski seja mantido, por exemplo", diz Stica. Independentemente da ação, o parlamentar irá convocar representantes da Prefeitura para dar explicações sobre o processo e a escolha do modelo de concessão em uma audiência pública e na Câmara Municipal.

Campanha

Fechada desde 2008 por uma liminar judicial, o acordo para reabertura da Pedreira só foi possível graças ao movimento "A Pedreira é Nossa!", que conta com cerca de 18 mil assinaturas. O movimento serviu não só como um contrapeso na discussão sobre a viabilidade do melhor espaço para shows de Curitiba, mas também teve participação ativa e determinante em várias etapas do processo que resultou no acordo para reabertura da Pedreira.

"Foram reuniões com moradores da região, músicos, produtores, advogados, promotores, procuradores, juízes, prefeito, várias visitas ao Fórum, e até eventos como um que fizemos nas Ruínas do São Francisco. Tudo pra mostrar à sociedade que muita gente desejava continuar vendo shows na Pedreira", lembra o vereador Jonny Stica. Vários itens contidos no acordo, por exemplo, foram costurados nessas reuniões promovidas pelo movimento.
 

 


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Benzedeiras são consideradas profissionais da saúde em cidade do Paraná


Em Rebouças, no interior do estado, lei regulamenta a tradicional prática.
Prefeito diz que curandeiros podem auxiliar a saúde pública.

Ariane Ducati e Bibiana Dionísio Do G1 PR

Um mapeamento feito em 2009 pelo Movimento Aprendizes da Sabedoria (Masa) identificou em Rebouças, no centro-sul do Paraná, 133 benzedeiras. Segundo o Censo de 2010, 14.176 pessoas vivem na cidade. O levantamento foi encaminhado para a Câmara Municipal de Vereadores e deu origem a um projeto de lei para regulamentar a prática. O texto foi aprovado pelos parlamentares e sancionado pelo prefeito em Luiz Everaldo Zak (PT). Rebouças é o primeiro município do país a oficializar a prática de benzedeiros, curadores, "costureiro de rendiduras" ou "machucaduras".

Agda Cavalheiro, de 67 anos, explicou que o trabalho de benzedeira é orar (Foto: Taísa Lewitzki)
Na realidade é uma coisa que acontece, não tem como ignorar isso"
Luiz Everaldo Zak, prefeito de Rebouças (PR)

A proposta, que é de 2010, também permite que estas pessoas colham plantas medicinais nativas no município livremente para o exercício do ofício. A lei concretizou uma parceria entre a tradição e as políticas públicas voltadas para a sáude. "O município de Rebouças reconhece os saberes e os conhecimentos localizados realizados por detentores de 'ofícios tradicionais' , como instrumento importante para a saúde pública do município", diz o Artigo 3º da lei.

Para Ana Maria dos Santos, de 46 anos, que aprendeu o ofício com o pai, a regulamentação trouxe segurança. "Agora temos mais segurança, trabalhamos mais tranquilo. Podemos benzer dentro do posto, dos hospitais, sem medo", conta. A benzedeira explicou que antes da medida ela e as colegas tinham medo de serem denunciadas.

Solteira e sem filhos, Ana Maria se mantém com uma ajuda do governo federal e com algumas doações que as pessoas fazem em troca do serviço. "Deus não cobra nada de ninguém. E é Deus, Nossa Senhora que curam. Quem doa, doa de coração", comenta. Ela diz que se sente privilegiada por ser benzedeira. "Quando chegar no céu vamos receber um prêmio por tudo que fizemos de bom. Isso é muito gratificante".

Na família de Ana Maria dos Santos benzer é um
ofício passado de geração para geração
(Foto: Taísa Lewitzki)

A tradição de benzer está há gerações da família de Ana. O bisavô, também benzedeiro, era descendente de índio e passou o conhecimento para o avô que ensinou para o pai. "Somos em seis irmãos e ele [o pai] dizia que era eu ia ficar no lugar dele", contou Ana. Se depender da benzedeira, a costume familiar não vai acabar, mas ela também reconhece que há necessidade de as sobrinhas, de 10 e 15 anos, se interessarem pela arte. "Se elas decidirem aprender, eu posso passar pra elas".

Agda Andrade Cavalheiro, de 67 anos, contou que é benzedeira para ajudar e comemora a lei que regulariza o oficio. "Foi uma alegria muito grande [ser reconhecida pela lei], porque a gente ajuda muita gente na doença, na pobreza. Porque quem tem recurso vai direto ao especialista", explica a benzedeira. "Às vezes o que falta é oração. O trabalho da benzedeira é a oração e os chás medicinais. E isso também pode ajudar no tratamento médico", explica.

Para poder exercer o oficio livremente, a benzedeira deve ir à Secretaria Municipal de Saúde e solicitar a Carta de Auto-Definição, na qual deve descrever de que forma trabalha. Depois, o órgão emite o Certificado de Detentor de Oficio Tradicional de Saúde Popular e uma carteirinha.

Na avaliação do prefeito de Rebouças, Luiz Everaldo Zak (PT) a lei veio apenas para regulamentar algo que já ocorria e que fazia parte da tradição da cidade. "Na realidade é uma coisa que acontece, não tem como ignorar isso", afirmou o prefeito. Segundo ele, a diferença é que agora as benzedeiras e curandeiros são cadastrados e recebem uma carteirinha emitida pela Secretaria Municipal de Saúde para exercer o ofício. "Agora nós sabemos o que eles fazem", acrescentou o prefeito. Zak destacou que essas pessoas podem auxiliar a saúde pública ao passarem orientações adequadas.

Ao G1 o prefeito explicou que já houve algumas reuniões entre os profissionais da secretaria e as benzedeiras e que a equipe da Saúde da Família tem contato direto com mulheres. "Algumas pessoas procuram direto e a gente pede para que eles procurem as situações graves que encaminhem, para a saúde pública, para a medicina convencional", disse Zak.

Fonte: G1


"Um povo só caminha para sua libertação quando caminha com sua cultura" (Paulo Freire) 


"JAM GROOVE" em Irati



JAM" GROOVE"

FUNK,BOSSA NOVA E JAZZ!

DATA: 26/05/12  AS 20:00h

LOCAL: "CLUBE DO COMERCIO"

Irati-PR

 

CONTRABAIXO: Wellington

SAXOFONE: Ronald

PIANO: Diego

BATERIA: Guarana

"ENTRADA FRANCA"


MARINGÁ - Palestra: O Amor e o Amar na Atualidade


 


sexta-feira, 18 de maio de 2012

PT mobiliza militância em Cornélio Procópio e Apucarana

Com o objetivo de mobilizar a militância para as eleições municipais e comemorar os 32 anos do partido, o PT Paraná realiza no sábado (19) mais duas edições dos Encontros Regionais do PT/PR, em Cornélio Procópio e Apucarana. As reuniões irão contar com a participação do ministro Paulo Bernardo, além do presidente estadual do PT, deputado Enio Verri, e dos deputados federais André Vargas, Ângelo Vanhoni e Zeca Dirceu.

Todos os filiados, militantes, apoiadores e simpatizantes do PT, dos municípios das regiões de Cornélio Procópio e Apucarana, estão convidados para participar dos encontros, que terão caráter suprapartidário.

"O objetivo é mobilizar os militantes do PT e dos partidos aliados em torno das pré-candidaturas petistas, promovendo um debate propositivo sobre as propostas para a população de cada cidade e as estratégias para a disputa eleitoral", explicou Verri, destacando a importância da união do partido para o bom desempenho nas urnas em outubro.

Além do debate sobre conjuntura estadual e municipal e eleições 2012, também serão realizados os lançamentos das pré-candidaturas dos petistas João Carlos Lima, em Cornélio Procópio, e Beto Preto, em Apucarana.

O encontro em Cornélio Procópio começa às 9 horas e será no Clube Kaikan. No período da tarde, a partir das 14 horas, será realizado o Encontro Regional do PT/PR em Apucarana, no Country Club.

Serviço

Encontro Regional do PT/PR em Cornélio Procópio
Data: 19 de maio (sábado)
Horário: 9 horas
Local: Clube Kaikan - Av. Minas Gerais, s/n - Fundo do Colégio Alberto Carazzai

Encontro Regional do PT/PR em Apucarana
Data: 19 de maio (sábado)
Horário: 14 horas
Local: Country Club Apucarana - Rua Nações Unidas, 417 . 

 

Do site do PT-PR

 

 


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Política de controle da população de cães e gatos é aprovada pela Comissão de Meio Ambiente

    O projeto de lei que estabelece políticas públicas de controle ético das populações de cães e gatos foi aprovado pela Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná nesta quarta-feira (9). Entre as principais medidas garantidas pela proposta está a proibição da eutanásia como medida de controle populacional, regras para a esterilização responsável nos centros de controle de zoonoses do Paraná e ações preventivas para o abandono. “Não pensamos apenas em soluções imediatas, como também em mudar a realidade dos animais abandonados a longo prazo”, comenta o deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), autor do projeto e presidente da comissão.

      O projeto trata ainda de procedimentos para transporte e adoção de bichos e institucionaliza a figura do animal comunitário, aquele que não tem um dono específico, mas é cuidado por uma determinada comunidade – moradores de uma rua, trabalhadores de um local.

     Cheida tem outras proposições que buscam garantir o direito dos animais. Ele é autor de um requerimento que solicita ao Ministério Público a criação de uma promotoria especial de defesa dos animais e de outro que pede à Secretaria de Estado da Segurança Pública a instalação da Delegacia de Defesa dos Animais. 

Leia a íntegra do projeto de lei 973/2011: http://www.cheida.com.br/projeto.php?idprojeto=43

Fonte: Site do Dep. Cheida

domingo, 13 de maio de 2012

MDS convoca a sociedade a usar uma flor símbolo a favor de crianças e adolescentes



A Flor é símbolo da infância e ao mesmo tempo demonstra a vulnerabilidade infanto-juvenil frente ao abuso e exploração sexual. Com a campanha “Faça Bonito. Proteja nossas crianças e Adolescentes”, a Comissão Intersetorial de Enfrentamento a Violência Sexual, bem como o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes convocam toda a sociedade a assumir essa bandeira, utilizando uma flor no dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Estudo realizado pela Secretaria de Direitos Humanos juntamente com o Comitê Nacional, UNICEF e consultoria do Grupo Violes da Universidade de Brasília, aponta que a exploração sexual de crianças e adolescentes está presente em quase mil municípios brasileiros. Ainda de acordo com a Pesquisa Nacional de Mulheres, Crianças e Adolescentes (Pestraf), divulgada pelo Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), em 2002, demonstram que 53% das vítimas são afrodescentes entre 15 e 25 anos; e que 46% desse total são adolescentes.
O combate ao abuso e à exploração sexual passa por ações diversas áreas, devido à diversidade de situações nas quais essa prática pode se manifestar nas cidades brasileiras: na realização de grandes obras e em eventos de grande porte, entre outros. Mas acima de tudo é necessário que essa questão seja vista como uma questão de todos. Por isso o convocamos a todos os brasileiros e brasileiras a assumir essa responsabilidade junto ao público infanto-juvenil.
“18 de Maio”
Essa data foi instituída em 2000 pelo projeto de lei 9970/00. A escolha se deve ao assassinato de Araceli, uma menina de oito anos que foi drogada, estuprada e morta por jovens de classe média alta, no dia 18 de maio de 1973, em Vitória (ES). Esse crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje permanece impune.

A semana do 18 de maio contará com ações de mobilização contra a violência sexual em todo os País. Destacam-se as atividades a realizarem-se na capital federal, todas elas contando com a presença do MDS, que marca o compromisso deste Ministério com a Campanha e com as ações de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

No site do Comitê Nacional de Enfretamento à Violência Sexual: http://www.comitenacional.org.br/ podem ser encontradas as artes da Campanha do 18 de maio, para fazer o Download para confecção de:

Acesse o site!!!



Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Aprovado projeto de lei que institui Geração Distribuída de Energia no Paraná

      O projeto de lei que institui a Política Estadual de Geração Distribuída com Energias Renováveis (GDER), de autoria do deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), foi aprovado em segunda discussão na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná desta quarta-feira (9). A proposta permite que agricultores comercializem com a Copel a energia elétrica produzida em suas propriedades por meio de fontes energéticas como a hidráulica, biodiesel, biomassa, eólica e solar. 

     “O GDER quebra o paradigma da geração de energia apenas através de megaprojetos. Além disso, gera renda para o agricultor e saneamento ambiental de sua propriedade”, defende Cheida, que é presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente do Legislativo. Na semana que vem os deputados ainda votarão a redação final do projeto antes de enviá-lo para a sanção do governador Beto Richa. 

Confira a íntegra do projeto de lei 82/11: http://www.cheida.com.br/projeto.php?idprojeto=32

Professor defende investimentos em agroecologia como alternativa ao uso de agrotóxicos



     O Brasil pode deixar de ser o maior consumidor mundial de agrotóxicos e se tornar o maior produtor de alimentos saudáveis. Para que o país viva uma “verdadeira revolução ecológica” é preciso investir no desenvolvimento da agroecologia, destaca o professor Fernando Ferreira Carneiro, chefe do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB). (...)
      "Há alternativas para alimentar o mundo sem agrotóxicos e a agroecologia é o caminho que pode gerar um novo modo de vida. O Brasil vive uma situação muito crítica, com o uso descontrolado de agrotóxico no campo. Mas é possível mudar essa condição com investimento e apoio à política estratégica da agroecologia”, destacou.
      O professor explicou que a agroecologia é baseada em práticas sustentáveis, que envolvem o manejo ecológico dos recursos naturais e formas de ação coletiva desde a produção até a circulação dos produtos.
     "O setor da agricultura camponesa e familiar, que é responsável por abastecer 70% da mesa do brasileiro, não conta com os mesmos incentivos que o agronegócio no Brasil”, lamentou.
      O presidente da Associação Brasileira de Orgânicos (Brasilbio), José Alexandre Ribeiro, defende o resgate e o desenvolvimento de tecnologias que respeitem a biodiversidade local como forma de garantir a sustentabilidade das lavouras, além da qualidade dos alimentos consumidos pelos brasileiros.
      "O uso de agrotóxicos, além de contaminar os alimentos, está destruindo a nossa biodiversidade. O produtor rural precisa entender que a erva daninha pode não ser prejudicial, mas algo que nasce para beneficiar o solo; entender que a terra tem sua biodiversidade que contribui para a produção, ajuda a planta a se alimentar e a produzir um alimento saudável. Temos que resgatar e desenvolver tecnologias baseadas nessa cultura”, defendeu.
      Um exemplo de agricultura sustentável que vem dando bons resultados é o plantio do chamado “feijão maravilha”, em Rio das Ostras, cidade da Região dos Lagos fluminense. Por meio do Programa de Incentivo ao Plantio, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, cerca de 70 produtores rurais, utilizando grãos de qualidade e sem aplicar nenhum tipo de agrotóxico, têm conseguido aumentar a produtividade e a renda familiar.
      Criado em 2005, o programa oferece aos agricultores o maquinário necessário para preparar o solo, além das sementes, do adubo e da assistência técnica. Ao produtor cabe a responsabilidade pelos cuidados com a lavoura. De acordo com a secretaria, em 2011 foram plantados 84 hectares e a produtividade chegou a 1.250 quilos por hectare (kg/ha), mais do que o dobro da média do estado, em torno de 600 kg/ha.
       A agricultora Ziena Rodrigues, de 75 anos, que participa do programa desde o início, disse que a experiência local é a prova de que é possível “produzir sem veneno”. “A gente tem apoio na aração, na plantação e na venda. É possível plantar sem essas químicas, porque aqui dá muito feijão e ninguém bota veneno de espécie nenhuma.”
       Ela explicou que é preciso “carinho com a terra e respeito ao seu tempo” para garantir a colheita. “Temos que capinar no tempo certo, plantar no tempo certo e esperar a colheita secar bem. A dica é fazer ao controle da capina, capinar bem e na hora certa”, contou, acrescentando que sua produção aumentou 100% desde que entrou para o projeto.
      "Hoje, eu planto um quadrado pequeno de meio hectare e costuma dar uma tonelada de feijão, o que é muito bom. Este ano plantei 1,5 hectare e estou esperando colher quatro toneladas”, disse.
       Para estimular as pesquisas, a produção e o uso de defensivos agrícolas de origem natural em substituição ao agrotóxico sintético, a senadora Ana Rita (PT-ES) propôs a criação da Política Nacional de Apoio ao Agrotóxico Natural. O objetivo é desenvolver novas tecnologias de baixo custo para o produtor rural, aumentar a produção agrícola livre de defensivos agrícolas e reduzir a contaminação do meio ambiente. Ela propõe que as pesquisas sejam financiadas com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Fundo Nacional de Meio Ambiente.
       A política também prevê a liberação de linhas de crédito com taxas de juros menores para os agricultores que comprovarem utilizar agrotóxicos naturais.
Segundo a senadora, o projeto está na Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal. Se aprovada, a matéria tramitará nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura e Reforma Agrária, antes de ir para a discussão em plenário.

Fonte: Agência Brasil, 27/04/2012 – via Em Pratos Limpos.

Enquanto isso em Nosso Estado o Governador veta Incentivo à Agroecologia...

MPF/SP pede cancelamento do registro de fungicidas que podem causar câncer



Produtos utilizam o princípio ativo Prochloraz, que aumenta a incidência de câncer de mama, testículo e próstata; fungicidas desse tipo são usados em culturas de cebola, cenoura, cevada, cítricos, manga, tomate, trigo e rosa
O Ministério Público Federal em São Paulo quer o cancelamento do registro de todos os fungicidas que utilizam o princípio ativo Prochloraz que, segundo especialistas, pode causar o aumento da incidência de câncer de mama, testículo e próstata, além de provocar danos ao meio ambiente.
A ação civil pública, com pedido de liminar, proposta contra a União, também pede que o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) não conceda novos registros de fungicidas à base de Prochloraz, pelo “alto grau de nocividade à saúde humana e ao meio ambiente”.
Segundo a ação, atualmente existem três agrotóxicos registrados no Mapa e que utilizam o princípio ativo cancerígeno: Jade, produzido pela Milenia Agrociências S/A; Mirage 450 EC, produzido pela Agricur Defensivos Agrícolas Ltda; e Sportak 450 EC, produzido pela Bayer S/A.
No Ministério da Agricultura consta a informação de que somente o produto Sportak 450 EC teria sido comercializado nos anos de 2007 a 2010”, informou a procuradora da República Adriana da Silva Fernandes que analisa os riscos do princípio ativo.
No Brasil, a concessão de registro de agrotóxicos é feita pelo Mapa, após o atendimento de exigências de outros órgãos, como o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os fungicidas à base de Prochloraz são utilizados em culturas como cebola, cenoura, cevada, cítricos, manga, tomate, trigo e rosa. Em algumas dessas lavouras, a aplicação é feita por via aérea. Em 2003, o Mapa excluiu a aplicação dos fungicidas nas culturas de arroz, maçã e cítricos, por não apresentarem segurança para o aplicador. Também foi proibida a utilização, com aplicação costal, nas culturas de cevada, trigo, melancia e tomate, por riscos ao aplicador.
"O Ibama informou ao MPF que o Prochloraz “possui potencial carcinogênico, comprovado experimentalmente pelo aumento da frequência de tumores benignos e malignos em fígado de camundongos”. Em humanos, segundo a ação, o produto “pode conduzir à redução da quantidade de esperma, aumento da incidência de câncer de mama, de testículo e de próstata e à endometriose”.
Perícia realizada por especialistas do MPF também constatou o potencial carcinógeno do princípio ativo e concluiu que “há elementos suficientes para os órgãos competentes avaliarem o cancelamento dos registros dos produtos técnicos e formulados à base de Prochloraz no Brasil”.
A Anvisa informou que produtos que contém Prochloraz continuam sendo utilizados e comercializados porque não foram indicados pelo Mapa produtos substitutos. A agência confirmou ao MPF que encaminhou uma lista de produtos sem o ingrediente que podem atuar como substitutos dos atuais fungicidas.
"O Mapa, mesmo ciente das características do Prochloraz, que são impeditivas do registro de produtos com esse ingrediente no Brasil, mantém a concessão de registro, em clara afronta à legislação brasileira”, afirmou a procuradora na ação.
Se concedida a liminar, o MPF pede a aplicação de multa diária de R$ 20 mil ao Mapa caso a eventual medida seja descumprida.
Leia a íntegra da ação civil pública 0007747-92.2012.4.03.6100, distribuída à 14ª Vara Federal Cível.

Redução da zona de amortecimento para plantio de transgênicos ameaça Parque Nacional do Iguaçu/PR



Reportagem do Globo Rural transmitida no último domingo (6) omite informações referentes ao tema.

      O debate sobre a redução da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, foi tema de reportagem veiculada no último domingo (6) pelo Globo Rural. Fugindo ao seu padrão editorial de garantir informação ampla sobre os fatos apresentados, em quase 5 minutos de reportagem, o programa trouxe uma defesa explícita da permissão do plantio de milho transgênico na zona de amortecimento do Parque, observada no texto narrado pela repórter, na estrutura da matéria e na escolha da maior parte de fontes a favor da redução. Informações acerca das consequências negativas trazidas pela redução da zona de amortecimento foram omitidas e até mesmo distorcidas na reportagem.
     A reportagem afirma que cerca de 30 entidades assinaram o pedido de redução da zona de amortecimento, mas deixou de mencionar o fato de que, em março de 2011, mais de 50 organizações de todo o Brasil, várias delas de agricultores, encaminharam ofício ao Ministério do Meio Ambiente e à Presidência da República, afirmando a ilegalidade do plantio de transgênicos na área.
    Também não foi abordada a importância da restrição ao plantio de milho e outras sementes transgênicas nas zonas de amortecimento das Unidades de Conservação para a manutenção de áreas livres de transgênicos e agrotóxicos. Esses são espaços de resistência onde agricultores e agricultoras têm a possibilidade de cultivar sementes crioulas, orgânicas ou convencionais, sem a ameaça da contaminação por transgênicos.
    A relação direta entre o plantio de sementes transgênicas e o uso de agrotóxicos foi omitida na reportagem. Atualmente a maioria das sementes transgênicas é produzida para a utilização casada com venenos. Dos 19 tipos de milhos transgênicos aprovados, 11 dependem da aplicação de venenos para produzir. Outro dado alarmante é o aumento do uso de agrotóxicos a partir da permissão do plantio de transgênicos no Brasil: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa aumentou 50 vezes o limite máximo de resíduo de glifosato após a liberação da soja transgênica Roundup Ready. No caso do milho saltou de 0,1 para 10 mg/kg, 10 vezes o limite máximo permitido.
     O uso de agrotóxicos já tem colocado a biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu em risco. A maioria das nascentes de rios está fora da área do Parque, no raio da Zona de Amortecimento, e estão sendo contaminados com plantio ilegal de soja transgênica e o consequente uso de agrotóxico a 500 metros do Parque.
     Ao contrário do que afirmou a reportagem do Globo Rural, o plantio de soja transgênica a 500 metros do parque não é permitido. O decreto nº 5950/06 da Presidência da República permite o plantio de soja geneticamente modificada apenas no entorno de Unidades de Conservação que não possuem zona de amortecimento estabelecida em plano de manejo.               No caso do Parque Iguaçu, há plano de manejo e zona de amortecimento estabelecida em 10 km, portanto, o plantio de soja transgênica da região é ilegal.
    Em 2006, a empresa transnacional de sementes Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, foi multada em 1 milhão reais pelo IBAMA por plantar soja transgênica para fins de pesquisa na área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu.
Caso das Unidades de Conservação do RS
     O debate acerca da proteção das Zonas de Amortecimento do plantio de transgênicos não é exclusivo do Paraná. Em março desse ano, uma sentença da Vara Federal Ambiental de Porto Alegre decidiu que os limites do plantio e cultivo de sementes transgênicas deverão respeitar as regras de licenciamento ambiental assim como a distância de 10 quilômetros nas regiões circundantes às Unidades de Conservação situadas no Rio Grande do Sul que ainda não tenham zona de amortecimento determinada em plano de manejo.
    Este limite respeita o Código Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul – Lei nº 11.520/2000. A partir dessa sentença, o artigo 1º do Decreto n.º 5.950/2006 que estabelece distâncias de 500, 800 e 5 mil metros para plantio de soja e algodão transgênicos no entorno das Unidades de Conservação, fica anulado em todo o Rio Grande do Sul.

Fonte: Terra de Direitos, 09/05/2012.

Reunião técnica debate inspeção de pulverizadores de agrotóxicos


Uma reunião técnica convocada pela Comissão de Ecologia e Meio Ambiente em conjunto com a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Paraná discutiu nesta quarta-feira (9) o projeto de lei que determina a inspeção periódica dos pulverizadores de agrotóxicos usados nas culturas agrícolas paranaenses. A proposta prevê a calibragem dos equipamentos uma vez por ano por empresas especializadas e credenciadas na Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) e no Instituto Ambiental do Paraná (IAP). 
“Estamos debatendo o projeto da forma mais democrática possível. Todas as críticas são contribuições bem-vindas, pois queremos que a lei seja viável em todos os sentidos. É hora de identificar as falhas para corrigi-las e aprimorá-las”, disse o deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente e autor do projeto. Além de Cheida, participaram do debate os deputados Pedro Lupion (DEM), Jonas Guimarães (PMDB), Nelson Luersen (PDT), Elton Welter (PT) e Rasca Rodrigues (PV). 
Posicionaram-se sobre o projeto representantes do Crea, Ocepar, Faep, Fetaep, Emater, Adapar e Cooperativa Agroindustrial. Também acompanharam a discussão representantes da Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia e da Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos. 
As entidades levantaram temas como a normatização técnica para a venda dos produtos, detalhes sobre a estrutura operacional para a fiscalização, treinamento para os agricultores, fonte de recursos, entre outros. “O custo que pode ser arcado pelo produtor rural é o maior impedimento. É algo que precisamos definir”, argumentou o deputado Lupion, que é vice-presidente da Comissão de Agricultura. O deputado Rasca contrapôs: “Isso não pode ser usado como argumento. A fiscalização deve ser por amostragem e as despesas devem ser dos fabricantes e revendedores e não do produtor rural”. Cheida completou: “Os agricultores vão pagar muito menos para calibrar seus pulverizadores em comparação ao custo do desperdício de defensivos químicos”.
O professor Marco Antonio Gandolfo, da UNEMP, que teve participação no desenvolvimento do projeto, explicou de onde partiu a ideia. “A iniciativa surgiu quando nos deparamos com uma pesquisa que fizemos em 1998: 72% dos agricultores aplicavam agrotóxico com erro de dose e a média de sobredose era de 18%, em vários casos chegava a 30%. A partir dessas conclusões, começamos a pensar em um projeto de lei”. A reunião ainda contou com a participação do professor Otávio Abi Saab, da UEL, que apresentou discurso afinado: “A exemplo do que os países desenvolvidos já adotaram, o Brasil precisa de uma normativa e o Paraná pode ser o carro chefe”.
O professor Gandolfo se disse satisfeito com os resultados da reunião: “Nesses 14 anos nunca havia participado de um debate democrático como esse. Saímos daqui felizes com a perspectiva de um projeto que não será só mais um documento, mas garantia de resultados”. Novas discussões serão feitas, inclusive com a formação de um grupo de trabalho paralelamente à tramitação do projeto nas comissões temáticas da Casa.
A íntegra da matéria está no link http://cheida.com.br/projeto.php?idprojeto=33  

Governador do Paraná veta lei de promoção da agroecologia


   O governador do Paraná Beto Richa  (PSDB) surpreende vetando o projeto de lei estadualnº 403/11, aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa e que tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar por meio da agroecologia.
   Segundo a proposta, o governo do estado definiria políticas de incentivo à adoção de sistemas de produção agroecológica pelos agricultores familiares através da prestação de assistência técnica e extensão rural pública; da pesquisa agroecológica; do apoio à comercialização dos produtos agroecológicos; do incentivo ao consumo de produtos agroecológicos pelos beneficiários de programas sociais e de alimentação escolar; do apoio às feiras agroecológicas; do apoio às entidades reconhecidas nacionalmente que atuem com a certificação agroecológica, garantindo processos de certificação de qualidade; da definição de linhas de crédito rural voltadas para a agroecologia; do apoio à organização de produtores e consumidores de produtos agroecológicos; da promoção de ações voltadas à educação para o consumo responsável; da promoção de eventos sobre agroecologia; e da adequação da legislação referente ao ICMS Ecológico.
     Mas para o governador a proposta é “inconstitucional e contrária ao interesse público” (!). Em sua justificativa ao veto, Richa enaltece a importância do agronegócio como “um dos principais alicerces da economia do estado”, omitindo que o modelo hegemônico de produção agrícola é grande responsável pela degradação dos recursos naturais e que o maciço e crescente uso de agrotóxicos por ele promovido é um dos grandes responsáveis pelos problemas de saúde que afetam consumidores e com frequência desgraçam a vida de trabalhadores rurais e agricultores familiares.
     Não por acaso, no dossiê da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros, lançado este mês durante o Congresso Mundial de Alimentação e Nutrição em Saúde Pública (WNRio 2012), apresenta, como a primeira de suas propostas para o enfrentamento da questão do agrotóxico como um problema de saúde pública, “Priorizar a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia em detrimento ao financiamento público do agronegócio”.
    Entidades da sociedade civil e movimentos sociais estão se mobilizando para a derrubada do veto, que irá para votação na Assembleia Legislativa do Paraná na próxima terça-feira (15), às 14h30. Leia abaixo o manifesto lançando pelas organizações e manifeste-se também por esta causa.

Manifesto a favor da agroecologia no Paraná
Contra o veto do governador ao projeto de lei nº 403/11

    O mundo vive um momento crítico no aspecto socioambiental. A realização da Rio+20, em 2012, no Brasil, ressalta a necessidade de priorizar políticas públicas sustentáveis. A Agroecologia é uma estratégia fundamental para a construção de uma sociedade sustentável, solidária e saudável.
    Contrariando essa tendência, no mês de abril passado, o governador Beto Richa vetou o Projeto de Lei nº 403/11 que incentiva a implantação de sistemas de produção agroecológica e orgânica pelos agricultores familiares no Estado do Paraná. Este PL foi construído pelo conjunto das entidades da sociedade civil - após sucessivas e amplas reuniões e audiências públicas. Contou com o envolvimento direto das instituições públicas estaduais e foi pautado no Programa Paraná Agroecológico, referendado pelo próprio Governo Estadual, em 2011.                    Após a sua discussão e aprovação nas diversas Comissões, em especial na Comissão de Constituição e Justiça – que o julgou pela constitucionalidade – obteve aprovação unânime da Assembleia Legislativa Estadual do Paraná.
     A justificativa apresentada pelo governador Beto Richa para o veto – além de equivocada – é descabida, inoportuna e parcial, pois atribui importância somente ao agronegócio e ignora o papel da agricultura familiar, enquanto produtora de 70% dos alimentos consumidos pela população. Além disso, desconsidera a importância da Agroecologia e da produção orgânica como estratégia do desenvolvimento rural sustentável e da promoção da saúde da população. Lamentável, portanto, o governador Beto Richa vetar o PL considerando-o “...inconstitucional e contrário ao interesse público”.
    A partir do exposto, as entidades abaixo mencionadas conclamam para manifestação contrária ao veto do governador do Paraná, por meio de envio de mensagens e participação na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, no dia 15 de maio, a partir das 14:30h.

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RETIRE O SEU VETO, BETO!


Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-AGROECOLOGIA), Associação para o Desenvolvimento de Agroecologia (AOPA), Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná (ACOPA), AS-PTA, Comitê Paranaense da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, Cooperativa Central de Reforma Agrária (CCA), Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná (CONSEA-PR), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/PR), Conselho Regional de Nutricionistas 8ª Região (CRN8 - PR), Diretório Central de Estudantes (DCE/UFPR), Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), Fórum Estadual de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná (FESSAN-PR), Rede Ecovida da Agroecologia, Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais, Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular (SAJUP), Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE), Terra de Direitos, Universidade Federal do Paraná – Litoral, União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

Fonte: Boletim Informativo Por um Brasil livre de Transgênicos

Prêmio Literário Livraria Asabeça 2012


Livraria Asabeça organiza anualmente, desde 2002, o Prêmio Literário Livraria Asabeça, com o apoio da Scortecci Editora, para autores brasileiros, maiores de 18 anos, residentes no Brasil.
O prêmio de 2012 contemplará trabalhos inéditos nos gêneros literáriosPOESIA e CONTO e tem por objetivo publicar novos talentos e promover a literatura brasileira.
REGULAMENTO
Inscrições grátis, através da ECT, até 30 de setembro de 2012, valendo a data postal.
Ao fazer a inscrição, o Autor concorda com as regras do concurso, autorizando, inclusive, a publicação da obra selecionada pela Scortecci Editora, e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.
Livraria Asabeça escolherá uma Comissão Julgadora, composta de três membros de renomado prestígio literário, e uma Comissão Organizadora, que resolverá os casos omissos deste regulamento, se houver.
O candidato poderá participar com apenas uma obra, obrigatoriamente inédita, nos gêneros POESIA ou CONTO, com 40 até 60 páginas, formato A-4 (210 x 297 cm), texto digitado em Word, corpo 12, espaço 1,5, impresso de um só lado da folha, fonte Times New Roman.
Atenção:
Livro de POESIA somente poesias. A obra poderá ter um ou mais trabalhos, com 40 até o limite de 60 páginas.
Livro de CONTO somente contos. A obra poderá ter um ou mais trabalhos, com 40 até o limite de 60 páginas.
O autor NÃO poderá participar das duas categorias. Terá que optar por uma ou outra.
Trabalh os publicados em Blogs e Sites (menos e-books, com número de ISBN) são considerados inéditos e poderão fazer parte da obra.
Trabalhos publicados em antologias, coletâneas, jornais e revistas perdem a condição de inéditos e não poderão fazer parte da obra.
Os trabalhos deverão estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto.
A obra deverá ter obrigatoriamente um título.
Não há necessidade de pseudônimo (nome literário).
Enviar junto com a obra em papel A-4, em uma única encadernação espiralada, no final da encadernação, as seguintes informações:
Nome completo (Igual ao do RG)
Endereço / Cidade / Estado / CEP
DDD / Telefone
Email de contato
Número do RG
Número do CPF
Cópia de comprovante de residência
Minibiografia de até 20 linhas
Gênero literário da o bra: POESIA ou CONTO
Título da Obra
Enviar para:
XI PRÊMIO LITERÁRIO LIVRARIA ASABEÇA 2012
Rua Dep. Lacerda Franco, 107
Pinheiros - São Paulo, SP - CEP 05418-000
PRÊMIOS
Categoria Poesia - Contrato de publicação da obra com a Scortecci Editora de 150 (cento e cinqüenta) exemplares, sendo 100 exemplares para lançamento e comercialização e 50 exemplares inteiramente grátis para o autor, no formato 14 x 20,7 cm, miolo em preto e branco, com papel branco 75 gramas, capa colorida com papel cartão 250 gramas, com orelhas.
Categoria Conto - Contrato de publicação da obra com a Scortecci Editora de 150 (cento e cinqüenta) exemplares, sendo 100 exemplares para lançamento e comercialização e 50 exemplares inteiramente grátis para o autor, no formato 14 x 20,7 cm, miolo em preto e branco, com pap el branco 75 gramas, capa colorida com papel cartão 250 gramas, com orelhas.
Os livros terão ISBN, Ficha Catalográfica e selo Scortecci / Asabeça.
A título de Direito Autoral, cada autor receberá 10% (dez por cento) sobre o preço de capa dos exemplares comercializados, pelo prazo de 1 (um) ano ou até o término da edição, o que acontecer primeiro.
Cada exemplar da obra será comercializado ao preço de R$ 25,00.
Após o término do contrato, o autor poderá adquirir o saldo dos livros com desconto de 80% sobre o preço de capa. Não havendo interesse por parte do autor, os livros serão distribuídos gratuitamente para bibliotecas e escolas públicas e utilizados para divulgação do próprio Prêmio Literário Livraria Asabeça.
OBSERVAÇÕES
- Os originais não serão devolvidos.
- Os autores vencedores autorizam o uso de seu nome e imagem pela Livraria Asabeça e Scortecci Editora para fins de divulgação, veiculação e comercialização da obra.
- O resultado do XI Prêmio Literário Livraria Asabeça 2012 dar-se-á até 31 de dezembro de 2012 e será publicado oficialmente no Portal Concursos e Prêmios Literários e nos demais sites do Grupo Editorial Scortecci.
- Os autores vencedores se obrigam a entregar à Scortecci Editora, no prazo de até 15 dias, após a divulgação do resultado, o arquivo digital da obra.
CRONOGRAMA
- Inscrições: até 30 de setembro de 2012.
- Divulgação dos vencedores: até 31 de dezembro de 2012.
- Lançamento das obras: Em 2013 em data e local escolhidos pela editora em comum acordo com os autores.
MAIS INFORMAÇÕES
asabeca2012@concursosliterarios.com.br
Telefone: (11) 3032-1179
Fonte: e-mail de divulgação Scortecci

domingo, 22 de abril de 2012

Vídeo Striptease da Floresta

Olá pessoal, assistam e divulguem bastante o vídeo abaixo, sem florestas não dá!

O Código Florestal Brasileiro, a lei que impede o desmatamento no país, pode desaparecer nos próximos dias. Enquanto os desmatadores afiam as motosserras, os deputados colocam as ultimas vírgulas no texto do Novo Código Florestal, com um objetivo claro: afrouxar os limites da exploração da natureza e perdoar as multas para quem desmatou.

Fonte: Sociedade Chauá




Por trás do maço de cigarros


Por trás do maço de cigarros vendido ao consumidor final, escondem-se histórias de agricultores explorados, endividados e contaminados por agrotóxicos no Sul do Brasil

Pernas quase paralisadas, Valdemar Santos bem que gostaria de usar aquele tipo de muleta que fica sob as axilas. Porém, os caroços que pipocam nessa região – e se espalham por todo o corpo – o obrigam a apelar para um modelo de bengala que sobrecarrega o antebraço. Depois de 12 longos anos inalando agrotóxicos na lavoura de fumo que cultivava em uma pequena propriedade no município de Imbituva (PR), Valdemar desenvolveu uma grave polineuropatia.

Em outras palavras, ele sofre de uma pane geral nas terminações nervosas de seu organismo, o que prejudica não apenas sua coordenação motora, mas também seu raciocínio. Hoje, do salário mínimo que recebe a título de aposentadoria por invalidez, Valdemar embolsa apenas R$ 389. O restante já é descontado na fonte para quitar as dívidas que vem acumulando por conta de seu tratamento. "Se sinto cheiro de tinta de parede, perco a vista, dá dor de cabeça, tremelique, tosse seca. Parece que aumentam o volume dentro de mim", afirma Valdemar, simulando o giro de um botão de rádio.

Quem circula pelas rodovias da região centro-sul do Paraná entre os meses de dezembro e fevereiro, época em que a colheita do fumo está a pleno vapor, não tem dificuldades para encontrar trabalhadores pulverizando plantações, mas desprotegidos contra a ação dos agrotóxicos. Definitivamente, o verão não é lá muito saudável para as 186 mil famílias da região Sul do Brasil que cultivam em pequenas propriedades cerca de 830 mil toneladas por ano – número que faz do nosso país o segundo maior produtor e o principal exportador mundial da matéria-prima do cigarro. (...)

Os agricultores que apostam no fumo para engordar o orçamento precisam assinar um contrato de "integração" com empresas apelidadas de "fumageiras". São elas que processam as folhas de fumo e alimentam as indústrias que produzem o cigarro propriamente dito – como no caso da Universal Leaf Tabacos. Algumas fumageiras também fabricam cigarros – a mais conhecida é a Souza Cruz, líder absoluta de mercado no Brasil. Pelo sistema de integração, as empresas compram a produção e mandam um caminhão buscar o carregamento do fornecedor. Mas também vendem adubos, inseticidas e herbicidas, sem falar na prestação de assistência técnica e no financiamento da construção das estufas necessárias à secagem (ou "cura") das folhas verdes. É por essa razão que o procurador de meio ambiente do Ministério Público do Paraná, Saint-Clair Santos, acredita que as fumageiras devam ser cobradas pela saúde de seus fornecedores. "A responsabilidade é solidária e é da empresa, é óbvio. Se ela está fazendo com que o agricultor use um produto que ao longo do tempo vai contaminá-lo, ela também é responsável", afirma. (...)

Se para os representantes do setor tabagista as histórias de Valdemar e de Lídia são casos "extremos" ou "isolados", a verdade é que os problemas de saúde que rondam os fumicultores não se restringem aos danos provocados no longo prazo pelos agrotóxicos. O simples contato da planta com a pele de uma pessoa pode causar a doença da folha verde. "A planta solta um 'mélo' na mão que é até complicado de lavar. Tem vezes que dá vômito, tontura, dor de cabeça. Tem gente que fica alérgica e que não pode nem sentir o cheiro das plantas na estufa", explica Adélcio Semchechem, agricultor que vive no interior de Prudentópolis (PR). De acordo com Paulo Perna, professor de enfermagem e coordenador do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na manipulação das folhas durante a colheita "há uma absorção de nicotina pela pele quase que instantânea e que equivale a mais de um maço de cigarros por dia".

Devo, não nego

Depois de sucessivas safras malfadadas, o fumicultor Adélcio Semchechem, 34 anos, acumula uma dívida de R$ 32 mil com uma fumageira cujo nome ele prefere não revelar. "Eles vendiam os insumos: adubo, veneno, semente. A gente pagava em produção, mas nunca baixava, sempre eu estava devendo para eles. Dava muito juro, uma coisa que a gente não entende muito bem", ele tenta explicar. Adélcio não possui sequer uma cópia do contrato de integração que assinou com a fumageira. Mesmo assim, foi pressionado por um representante da empresa a assinar uma confissão de dívida. Não raro, esse documento está atrelado à hipoteca da propriedade. Traduzindo: se não pagar o que deve, o fumicultor perde a terra. Adélcio, então, resolveu questionar na Justiça o valor que supostamente precisa pagar. Agora, a empresa vai ser obrigada a explicar por que cobra tanto dinheiro. "Não quero judiar deles, mas não quero que eles judiem de mim. Eu quero é acertar", explica. Ele ainda planta fumo, mas só vende a atravessadores chamados sugestivamente de "picaretas". (...)

"Os agricultores têm consciência de que a fumicultura é degradante", afirma Paulo Perna, da UFPR. O núcleo coordenado pelo professor está concluindo uma pesquisa com produtores de Rio Azul. Os resultados preliminares apontam que mais de 70% das famílias abandonariam a atividade se tivessem uma alternativa econômica viável. Mas é exatamente esse o problema. Apesar dos pesares, o sistema de integração das fumageiras ainda responde aos principais entraves enfrentados por qualquer agricultor familiar: garantia de renda e de escoamento da produção. (...)

Se depender da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco diminuirá consideravelmente nas próximas décadas. Daí, o mercado vai fatalmente se afunilar e os fumicultores brasileiros terão mais uma batata quente para administrar. De olho nessa bomba-relógio, o governo federal até criou um programa, em 2005, para estimular a diversificação nas lavouras. Mas os recursos não passaram de tímidos R$ 26 milhões nos últimos seis anos. Apesar do horizonte nebuloso, muitos agricultores vêm se mexendo. É o caso de Adélcio Semchechem. Desde que entrou para um projeto do Instituto Os Guardiões da Natureza, organização sediada em Prudentópolis (PR) que promove a agroecologia, ele passou a fornecer hortaliças orgânicas a escolas e hospitais da região. Por ano, ele tira até R$ 4.500. Além disso, está apostando suas fichas na lavoura de morango. No futuro mais breve possível, Adélcio pretende deixar de vez o fumo – planta que ele lamenta cultivar. "É como cometer um crime e se arrepender depois. Vou parar de plantar tabaco e não vai morrer mais ninguém da minha mão", conclui.

Leia a íntegra da matéria, publicada na revista Trip em 13/02/2012.